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Organizações não-governamentais coordenaram ações em mais de 30 países durante a Semana Global de Ação contra as Armas que aconteceu entre os dias 1 e 10 de julho. A data foi criada em 2001 pela Control Arms (associação formada pela Anistia Internacional, Oxfam e Iansa) para chamar atenção do mundo para o problema da proliferação das armas pequenas e exigir dos governos políticas de controle sobre o comércio das mesmas. Em 2003, 120 eventos foram organizados em 42 países.
Entre os países que participaram da Semana do Desarmamento 2004 estão Brasil, Argentina, Austrália, Camarões, Índia, Quênia, Paraguai, África do Sul, Espanha, Reino Unido, Venezuela e Uganda. As ações incluíram desde a destruição de armas, marchas públicas, projeção de filmes, exibições fotográficas, concursos para estudantes até a transformação de armas em esculturas.
A campanha anual é uma forma de exigir que os governos assinem um Tratado Internacional de Comércio de Armas. O tratado criará instrumentos legais para regular as exportação de armas e garantirá que todos os países sigam padrões internacionais impedindo que as armas caiam em mãos de assassinos e criminosos.
A proliferação de armas pequenas e o seu mau uso funcionam como combustível para as violações dos direitos humanos, o aumento da pobreza, das guerras e dos crimes em todo o mundo. Milhares de pessoas morrem todos os anos por causa das armas de fogo.
Destruição
No dia 9 de julho foi comemorado também o Dia Internacional da Destruição de Armas. Nesse dia, milhares de armas foram destruídas no mundo inteiro. Na Venezuela, 18 mil, na Tanzânia, cerca de mil e, no Togo, cinco mil. Na Macedônia e em Gana, foram destruídas 200 armas e o governo de Gana anunciou uma série de medidas para diminuir o número de armas ilegais em circulação no país.
Nas Filipinas houve uma destruição simbólica com armas de brinquedo e o documentário "Tiros sobre Columbine", do norte-americano Michael Moore, foi exibido em diversas universidades em Manila e no sul do país.
Na Espanha, armas destruídas foram entregues ao presidente José Luis Rodríguez Zapatero e, na Inglaterra, réplicas de armas de fogo foram esmagadas por familiares de vítimas da violência armada. Ocorreram destruições de armas também em Leeds e em Bristol.
Ao longo do mês estão programadas destruições de armas em vários países. No dia 13, cerca de 4.400 armas serão destruídas no Camboja e, no dia 16, um depósito clandestino de armas será desativado na África do Sul. O ato vai marcar a entrada em vigor da nova Lei de Controle de Armas no país. Em El Salvador foi lançada a campanha “Zonas seguras, nenhuma arma nas ruas”. No Brasil, está programada para este mês a destruição de 6.500 armas. A sucata será transformada em monumento pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Na Argentina, a ONG Espacios organizou diversas atividades voltadas para os jovens. Foram lançados também o site “Argentina sem armas” e o documentário “Desarmados”. Cerca de 500 mil crianças participarão da Semana de Desarmamento nas Escolas.
Segundo relatório divulgado pela Control Arms, existe hoje uma arma para cada dez pessoas no planeta. Uma média de 800 mil armas são destruídas todos os dias mas, para cada arma destruída, outras dez são produzidas. Para Barbara Stocking, diretora da Oxfam, os esforços lcais não são suficientes sem um Tratado Internacional de Comércio de Armas.
Fontes: Iansa, Control Arms, Desarme
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