Duas outras pesquisas recentes, realizadas por organizações distintas, em duas cidades brasileiras apontaram resultados semelhantes. Em uma delas, feita em Curitiba, capital do Paraná, 70,31% dos entrevistados se disseram a favor da medida. O levantamento foi desenvolvido pela Paraná Pesquisas, entre os dias 30 e 31 de março, sob encomenda do jornal Gazeta do Povo. O instituto entrevistou 421 pessoas. A outra pesquisa, que teve a participação de 600 jovens de 12 a 30 anos, na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, revelou percentuais ainda superiores: 89% se disseram contrários à comercialização de armas de fogo no Brasil. O levantamento foi promovido pelos movimentos Resgate da Paz e Ética na Política, entre os dias 18 e 29 de março, em 15 escolas, públicas e particulares, localizadas em cinco bairros distintos. Os questionários foram distribuídos aos professores, e a participação dos alunos era voluntária. As meninas representaram a maioria (57%). Em relação à faixa etária, 60% tinham entre 12 e 18 anos e 40% de 19 a 30 anos. A pesquisa solicitou ainda que os jovens respondessem se já teriam tido atitudes de tolerância com outras pessoas e que dessem espontaneamente sugestões para acabar com a violência em bailes e festas. De acordo com o coordenador do Movimento Ética na Política, José Maria da Silva, os resultados voltarão às escolas para um trabalho pedagógico com todos os alunos. Referendo em 2005 O Projeto de Decreto Legislativo 1274/04, do Senado Federal, que autoriza a realização do referendo sobre a comercialização de armas de fogo no Brasil em 2 de outubro deste ano, está sendo apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Depois seguirá para o plenário da Câmara e, em seguida, voltará ao Senado, de onde é originário.
A consulta popular está prevista no Estatuto do Desarmamento, aprovado em dezembro de 2003, mas o projeto precisa ser regulamentado rapidamente para que a Justiça Eleitoral brasileira tenha tempo de preparar a votação. Nesta quarta-feira (27), um acordo entre o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Velloso, e o relator do projeto na CCJ, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), abriu a possibilidade de adiamento da data da consulta popular para o final de outubro. O voto é obrigatório no Brasil para cidadãos com mais de de 18 anos e menos de 70 anos. Os parlamentares a favor da realização do referendo e pela proibição do comércio de armas formalizaram a criação do Comitê Suprapartidário Pró-Desarmamento. Pela legislação que rege a consulta popular, os partidos políticos devem formar duas coalizões suprapartidárias - a favor e contra - para se habilitarem a utilizar o horário gratuito na mídia no período eleitoral. Comitês estaduais de desarmamento no Brasil continuam enviando mensagens a todos os deputados e senadores da federação para que votem rapidamente a regulamentação do referendo sobre a proibição do comércio de armas de fogo pela população civil em território nacional. A carta está disponível no DESARME.ORG e em diversos sites de organizações da sociedade. Participe! Clique na imagem acima para enviar a sua mensagem. Ver também: Comitês estaduais se mobilizam para levar desarmamento a cidades do interior Cresce participação civil na campanha de entrega de armas no Brasil Tribunal Superior Eleitoral quer pressa na regulamentação de referendo das armas Movimentos pela paz intensificam campanha de desarmamento no Brasil |
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