O Mercosul e os dois países associados, Chile e Bolívia, deram mais um passo para efetivar o controle de armas no continente: a criação de dois projetos de entendimento que viabilizam a troca de informações sobre a fabricação e o tráfico ilícitos de armas de fogo, munições, explosivos e outros materiais relacionados. Os documentos foram aprovados na IV Reunião do Grupo de Trabalho Sobre Armas de Fogo e Munições do Mercosul (GTAFM), que aconteceu no último dia 17, em Montevidéu, Uruguai.
Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai participaram do encontro. O governo brasileiro não enviou representante. Compareceram também à reunião um integrante do Centro Regional das Nações Unidas para a Paz o Desarmamento e o Desenvolvimento na América Latina e o Caribe (UN-Lirec) e um pesquisador da ONG Viva Rio.
Os documentos estabelecem pontos focais para cada país, que fará o intercâmbio de dados com as autoridades de inteligência e controle, repressão do tráfico e fabricação ilícitas de armas de fogo. A solicitação das informações será feita por meio de formulário padrão. Esses mecanismos de luta contra a fabricação e o tráfico ilícitos de armas de fogo só poderão ser implementados se forem aceitos e assinados pelo Brasil.
Em junho deste ano, o GTAFM já havia se reunido em Assunção, no Paraguai. O grupo foi criado em Florianópolis (SC) em 2001, com o objetivo de acompanhar e coordenar ações na área do Mercosul para a implementação do Programa das Nações Unidas contra o tráfico e a manufatura ilícita de armas de pequeno porte, armas leves e munições.
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