

|
|
Mais de 30 representantes de ONGs e governos sul-americanos participaram de 19 a 20 de junho de um seminário em Buenos Aires, na Argentina, onde foi discutido um plano estratégico para conter a proliferação e o uso indevido de armas pequenas nos países do Mercosul e associados. Ao final do encontro, os participantes levantaram uma série de ações prioritárias a serem postas em prática, conforme as legislações em vigor em cada um dos seis países que enviaram representantes.
Uma das prioridades acertadas é harmonizar as legislações entre os integrantes do Mercosul e associados (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai), a fim de evitar o tráfego das armas pequenas entre os países que compõem a região. A meta é pressionar o Poder Legislativo dos seis países para elaborarem leis que restrinjam de forma eficaz a venda, o porte, o registro e a posse de arma em seus territórios.
Segundo Jessica Galeria, coordenadora regional da International Action Network on Small Arms (IANSA) para o Mercosul, as condições para ações coordenadas na região estão em um momento favorável. Para ela, o assunto está na agenda política de Brasil e Argentina desde que foi descoberto um esquema em que militares argentinos desviavam armas das Forças Armadas e as enviavam para traficantes do Rio de Janeiro.
"A Argentina, por exemplo, foi o primeiro país a responder a questão das armas de lá que foram apreendidas em poder de criminosos de outro país, no caso no Rio de Janeiro. Chegaram inclusive a demitir um diretor corrupto do Registro Nacional de Armas (Renar), que vendia registros de armas para a população", explicou.
Um dos grandes problemas levantados no encontro é a escassez de informações sobre a situação das armas nos países. Um dos primeiros passos acertados foi a criação de um banco de dados com informações, tais como as instituições governamentais e contatos relevantes para ações de controle de armas, assim como jornalistas e veículos de comunicação interessados no assunto, além de pesquisadores.
Além da IANSA, enviaram representantes a Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO), International Alert, Viva Rio, Centro Regional das Nações Unidas para a Paz, Desarmamento e Desenvolvimento da América Latina (UNLiREC), e parlamentares do Uruguai, Bolívia e Paraguai.
|